De todos os teóricos já estudados até o momento, a técnica elaborada por Michael Tchékhov foi a que mais gostei, por que ele me fez vivenciar a partir da minha própria imaginação...Ele é psicologicamente mais interessante, seus exercícios experimentados em sala de aula, me fizeram chegar a essa conclusão, com a orientação da professora Fernanda Areias.
Iniciamos com alongamentos, estica, puxa e desperta a alma e o corpo (rsrsrs), em seguida ficamos em roda, e fomos orientados a fechar os olhos, e imaginar o sol em nosso interior, um sol que irradiasse energia para todo o corpo.
- Eu achei incrível a sensação que surgiu no meu corpo, e pela facilidade com que projetei o sol em minha mente, no entanto fui sentindo um desconforto cada vez maior, meu corpo ficou tenso, e quando deslocava-o de lugar a dificuldade a energia estava mais pesada.Passei o sol por todo o meu corpo, mesmo com a dificuldade de transferi-lo de um lugar para o outro, do peito aos pés, dos pés a cabeça, o meus movimentos estavam todos pesados.
A energia que brotava nos pés, me faziam andar lentamente e pesada,
O sol no peito, me fazia forte e corajosa, quando me veio a mente a personagem que escolhi para a cena final da disciplina, Minha personagem será a Catarina de "A Megera Domada".
Em seguida a professora orientou que no lugar do sol, imaginássemos um cubo de gelo..
- O gelo no meu peito derretia rápido e a água tomava conta do meu corpo, por instantes imaginei que estava em uma cachoeira, de água muito fria, a sensação de alivio, frescor, limpeza, foi imedito, passar o cubo de gelo, pela nuca, cabeça, nos pés era fácil, sua energia comparada ao sol é leve
A energia do gelo que brotava do pé, me fizeram querer voar, deslizar, meu andar fluía naturalmente, e o corpo seguia um ritmo constante.
O gelo no peito me remeteu a alegria, felicidade e satisfação.
O gelo na cabeça me passou a falsa sensação de sabedoria.
Bom! Como deu pra perceber, pirei e pirei muito com o psicologicamente interessante Tchékhov, com o seu processo de imaginar e criar sensações, muito me ajudou para a criação do personagem Catarina, usando referências visuais(imagens criativas) e sensações a partir da minha imaginação.
O Personagem a partir da prática.
A professora pediu que escolhêssemos um pequeno fragmento do texto do nosso personagem e que as representássemos a partir dos exercícios de Tchékhov.
Sol, peito, Catarina, eu, texto e decorar não é comigo, preciso urgentemente de uma técnica para decorar facilmente um texto de três linhas. rsrsrs
Tchékhov e Catarina:
O sol do peito pra baixo, e gelo do pescoço pra cima, a cena que eu planejei, eu gostaria dela parada por causa da sensação de peso que o sol passa no meu corpo, arrumei o seguinte texto.
Catarina - Penso Senhor que devo ter licença para falar, conforme vou fazê-lo. Não sou nenhuma criança: muita gente melhor que vós já ouvistes o que eu dizia. Se não vos agradar, tapai o ouvido. Mas expressão terei de dar com a língua a quanto o coração me traz opresso, para que ao cabo ele a estourar não venha. Antes que isso aconteça, liberdade completa quer ter para expandir-me.
Como eu não decorei este pequeno fragmento, a cena não saiu tão legal, no entanto em relação a energia, imaginação e sensação definida por Tchékhov, eu consegui sentir, e ter consciência de que havia uma energia ali no peito e outra na cabeça, quero aprender a ter controle, pois aprendendo a usa-la de forma consciente darei verdade e personalidade as ações do meu personagem.
Merda pra nós.

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