quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DinÂmica é coisa de Psicologo

Final de Semestre chegando e os nervos estão a flor da pele... Stanis, Meyer, Tchékhov, Artaud e desculpas se esqueci algum...
E agora Eugênio Barba, em sala a professora apresentou a biografia dele, e todo seu bagageiro teatral, o cara foi longe, Teatro Oriental e estudou a antropologia teatral, tínhamos lido alguns capítulos de Antropologia Teatral Eugênio Barba e o capitulo Energia, a professora dividiu tópicos do texto, e dividiu em duplas da cena final.
Escolhemos o "Equilíbrio Precário" - Que no meu ponto de vista a partir da leitura do capitulo Introdução - Antropologia Teatral 0 O equilíbrio em ação pg.10

Tem como objetivo alcançar a qualidade no fazer cênico, adquirindo presença cênica a partir do desiquilíbrio, ou seja equilíbrio precário, divergindo técnicas cotidianas de extre- cotidiana, Barba faz um estudo em cima do teatro Oriental, onde o ator é bailarino, ator/bailarino em busca de adquirir um alto grau de presença cênica.
Uns falaram de energia, facilmente identificável  e que na tradições orientais seu funcionamento depende de várias expressões, pensamentos sobre danças das oposiçõe, a virtude da omissão e o incoerente coerente.

Em um segundo momento, a professora iniciou com um exercício tetral, usando como objetos o palito de dente, cama elástica, toalha e bambu, apartir de então cri ariamos partituras de movimentos pensando na cena final

Uma prática respiratória

Essa é a continuação da aula, Obras primas...Contra ou favor? de que lado você esta?


Segundo momento: Aula prática

 A professora desenhou bolas no chão, em uma pontinhos que significavam que ali tínhamos que inspirar
as sem nada dentro significava sem ar nos pulmões, as bolas com tracinho significava expirar e a bola com desenho em círculos significava reter o ar nos pulmões...
Orientações dadas, demos inicio aos alongamentos, andar no espaço e começamos a experimentar formas e alterações no modo de respirar, no começo tínhamos que somente modificar a respiração, achei bem tranquilo porque não gosto de trabalhar minha respiração, como nada aconteceu comecei a alterar o ritmo, e sai de uma balão para o outro, brincava, brincava comecei a gerar sensações, expirava e inspirava cansada, com raiva, feliz, segurava o ar até que tudo começou a escurecer ao meu redor, como já sabia o que estava acontecendo pois em exercícios que exigem da minha respiração, me causam sempre essa mal estar, me deitei no chão coloquei as pernas para cima e esperei o mal estar passar, e fiquei pensando sempre que inspiro e expiro rapidamente fico tonta, pretendo encontrar outra maneira de conseguir tal proeza sem passar mal, e a partir de então passei a analisar meus amigos em exercício.
 A professora deu novas orientações, além de alterar a respiração podíamos proferir algumas palavras, e o teatro de bolso, virou um feira, um circo, sei lá, pois o povo começo a se divertir com o exercício, neste momento eu só observava, pois ainda não me sentia bem, mas era engraçado como eles brincavam com as nuances e juntos das palavras ditas, e passaram a se comunicarem. 
Notei como a respiração é um fator importantíssimo  na construção de uma personagem, pois até a respiração torna-se característica de alguém e podem dizer alguma coisa.




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Exaustão


Cheguei na sala todos já estavam alongando, coloquei as roupas próprias para os exercícios e entrei na roda, todos devidamente alongados, a professora deu as primeiras orientações:
Ela colocaria várias músicas para tocar, o objetivo era criar uma partitura de movimentos instintivamente.
Por experiência própria, reconheço que tenho dificuldade para me concentrar, e exercícios que tem como objetivo criar movimentos que surgem de estímulos exige muita concentração, então de olhos fechados, fui tomando consciência do meu eu interior, e aquela preocupação em ser observado, e em observar o que o outro esta fazendo, desaparece, pois o foco do exercício e de todo estudo é o nosso corpo.

A música tocava, e o primeiro impulso que surgia eu reproduzia e repetia até que surgisse outro impulso, e assim seguiu-se uma sequência de músicas, e impulsos, a música é um ótimo estimulador e ao mesmo tempo uma dificuldade pra quem dança pois havia momentos em que eu me pegava pensando em coreografias, e objetivo não era esse!
Criei um partitura com mais de 12 reações físicas.

1- Corpo parado, levanta a mão como se fosse pegar algo a cima e a frente da sua cabeça e trás para baixo formando um meio círculo.( sobe o braço, pega algo em cima e desce braço no formato da curva do semi circulo), repete até o braço cansar de faz um circulo inteiro.


2 - Joga uma bolinha imaginária por trás da cabeça levantando o braço direito formando um semi circulo atras, desce o braço por onde ele subiu e fingi que pega o que jogou.
3 - Curva a coluna, flexiona os joelhos e anda lentamente, os braços fazem movimentos como se estivesse cavando algo com a mão.
4 - Encolhida no chão, mecha-se como se fosse um cobra saindo do ovo.
5 - andar em câmera lenta e pisando em ovos.
6- estica e inclina o corpo pra direita, volta ao normal, encolhe, flexiona os joelhos vira para o lado oposto e repete o inicio.
7- Fecha braços, abre braços e os levanta para o céu, as pernas acompanham o movimento.
8- andar cm uma mão na cintura, e com a outra mão fingir esta dando corda em algum brinquedo.
 entre outras... que certamente contribuíram para a cena final.

Segundo Momento...Exercício de Exaustão

Iniciou-se andando, porém batendo o calcanhar na bunda, e Fernanda orientou que corrêssemos, batendo o calcanhar na bunda.
Correr levantado a perna pra frente,
Correr em raias, e Fernanda ia atribuindo porcentagens, que faziam referências a quanto de energia deveríamos correr, eu sou sedentária, e não sei controlar minha respiração, e no momento que estávamos correndo em raia eu pedi pra sair!.
Quem continuo correndo, correu em círculos, agachados, pulando alto, caminhada acelerada e sempre alterando a energia que deveria ser usada, em 10%, 30%, 50% e 100%.

Bom, o exercício deveria ter durado mais, no entanto a resistência física da minha turma esta baixíssima  a professora deu continuidade e sentada de onde eu estava observava suas orientações, ela pediu para quem continuo até o fim do exercício que trabalhassem a partir de impulso, e o primeiro foi impulsos sobre perda, e mesmo não participando atuante no exercício ainda me encontrava exausta,mas de onde eu estava um impulso veio, e meus olhos encheram de lágrimas, vontade de chorar foi forte, porém eu me controlei.

A exaustão é bem interessante pois ao fim do esforço físico, o corpo começa a criar substâncias como a serotonina que nos fazem ter maior capacidade de respostas para estímulos, o corpo passa por uma lavagem ou seja limpeza de todas dores cotidianas que atrofiam o corpo, a mente por conta de movimentos repetitivos, a exaustão acorda o corpo! depois de apago-lo (rsrsrsr)... Quero um dia poder fazer um exercício de exaustão em que eu possua uma resistência maior, pois o meu corpo parou mas a minha mente pedia pra continuar... Fim de aula.

Ariane Mnouchkine X Jerzy Grotowski


Na aula hoje assistimos um documentário, de Ariane Mnouchkine, contando a história do 

Théâtre du Soleil, toda uma vida pela arte! 


A professora Fernanda, pediu que fizéssemos apontamentos a partir do documentário, citando semelhanças e diferenças entre o teatro de Ariane e Grotowski.
,
  • Semelhança: Renuncia do palco italiano, e o espaço cênico não é o tradicional proporcionando infinitas variações na relação ator-espectador, o projeto de ambos rompia barreiras continentais adequando-se a cultura local.O teatro Oriental esta presente em ambos e o contato com o espectador.
  • Diferenças: O teatro da Ariane, é rico em elementos cênicos como suporte do personagem( maquiagem, iluminação, figurino, músicas e etc). Há o refinamento dos signos, e nada é natural. e o teatro de Grotowski propõe o corpo como único argumento cênico, evita o ecletismo, resiste a idéia de disciplina, entre outras.
Seguiu-se um debate, onde cada um citava as divergências e semelhanças que encontravam entre Ariane e Grotowski, vocês podem encontrar nesse outros blogs o ponto de vista de cada um, em relação as comparações feitas durante a aula.

Segundo Momento da aula.

Eu tive que fazer o relatório, pois não pude participar da aula prática.
A professora deu as orientações, pediu que eles andassem no espaço e que seus movimentos agora iam partir da coluna, todos os movimentos iriam começar da coluna, e não permanecer na coluna.
Em seguida colocou uma música, e que esta consequentemente iria servir como estimulo para os movimentos.
Comecei a observar um por um, quando a professora disse que os movimentos partia da coluna, muitos mantiveram a coluna ereta, e andavam como se algo os estivessem puxando,  ou como se a coluna sustentassem todo o corpo, outros começaram o movimento de um outro membro menos da coluna.
E a música influenciando o ritmo do corpo deles, porém o principal objetivo do exercício era fazer com que as reações físicas fossem resultados de impulsos que partiam de dentro ou seja iniciavam de dentro, o movimento seria a conclusão desse processo e não o inicio.
E o que eu vi, foram movimentos pensados, eles deixavam isso nítido no rosto deles, consequentemente não alcançaram o objetivo, e pra quem não gostou do meu ponto de vista faço das palavras de Grotowski as minhas:

"No início era um teatro. Logo um laboratório. E agora é um lugar onde espero poder ser fiel a mim mesmo. É um lugar onde espero que cada um dos meus companheiros possa ser fiel a si mesmo. É um lugar onde o ato, o testemunho dado por um ser humano será concreto e carnal. Onde não se faz ginástica artística, trucos. Onde se tem ganas de ser descoberto, revelado, desnudado; verdadeiro de corpo e de sangue, com toda naturalidade humana, com tudo isso que vocês podem chamar como queiram: espírito, alma, psique, memória, etc. Porém sempre de forma palpável, também digo: carnalmente, pois de forma palpável. É o encontro, o sair ao encontro do outro, o baixar as armas, a abolição do medo de uns frente aos outros, em toda ocasião." (Colômbia, 1970).




Vídeos...





Obras Primas...Contra ou a favor? De que lado você esta?

Para acabar com as obras primas?                                           Para valorizar as obras primas?


A professora Fernanda e suas duas e interessantes perguntas, ordenou:
- Escolham de que lado pertencem e não pode ficar em cima do muro! 
A sala virou um campo de guerra, falamos de Shakespeare, Édipo, obras clássicas, Aluísio de Azevedo, O Mulato, Pão com Ovo, seriado Revenge, e acredite até Felipe Dylon foi pronunciado!
 Artaud la atras afirmou: "As Obras primas do passado são boas para o passado, temos o direito de dizer o que foi dito e o que não foi dito de um jeito só nosso"

A guerra estava declarada, eu entrei na sala e fui colocada contra a parede, tinha que escolher e convicta, fui para o lado "Para acabar com as Obras Primas?", escolhi este lado pois na noite anterior havia lido Artaud - O Teatro e seu duplo, e tomei como verdade o que ele havia dito, e na leitura rápida e sem reflexão, me convenci do que ele afirmava em sua obra, não me questionei e dormir...

Em sala continuávamos com a leitura e debatendo sobre o assunto...
Por que eu era a favor de acabar com as obras primas?, pois sou apreciadora de um teatro e de preferência entretenimento, o teatro que já vi foram estes:  Os melhores do Mundo, Quinta categoria, Pão com ovo, Confissões de adolescentes, Ox Exculaxados, O Mulato, Ana do Maranhão, Os Siameses, Um dedo por um dente, peças infantis e os Stand Up's da vida, pecinhas de teatro, da escola, da igreja, do bairro e do grupinho de amigos, cinema então nem se fala, teledramaturgia são todas Shakesperiana, estão começando a mudar agora mais não adianta, pois empregada que virou patroa? Cinderela já conheço!

O que também me fez escolher por Acabar c/ as obras, é fato de gostar do improviso, e peças com textos de própria autoria, em meio a muitas contradições entre colegas que era a favor de acabar e estava defendendo o valorizar as obras e vice-versa , misturando com o pensamento polêmico de Artaud, cheguai a seguinte conclusão...
Acredito que preciso apreciar e frequentar mais o teatro pra poder ter um opinião madura e formada em relação ao o que gosto ou não no TEATRO.
A peça mais comentada foi Pão com Ovo, que particularmente adorei, texto rico, cheio de sacada e entre linhas e eles transferem isso para cena,vocabulário e dialetos puramente maranhense, critica social e é contra as obras primas pois é um texto atual, que corresponde a necessidade do seu tempo.

Por fim acredito que Artaud puro e simplesmente queria que tivéssemos capacidade para criar algo novo para o tempo em que se vivi, pois obras antigas só serviam para o tempo em que foram escritas, eu ainda me sentia em cima do muro, que por mais que se crie algo novo, la atras alguém já pensou, ou escreveu algo semelhante, e virei a favor pois existem obras que apesar de terem sido escritas há séculos, elas ainda conversam com esse nosso tempo, é verdade que a linguagem é antiga e alguns possuem dificuldades de interpreta-las mas nada que uma adaptação não resolva, permanecendo o conflito, pois por mais que se crie algo novo ele terá um referência anterior.
Será que tudo já foi escrito e tudo já foi inventado?





Minhas anotações:


  • Não há como escolher, nem chegar a um consenso, permaneço em cima do muro sou a favor da obra prima porém de forma adaptada, correspondendo a necessidade do vocabulário atual.
  • Sou a favor de novo dramaturgos que escrevam para o seu tempo ou a frente dele.
  • Sou a favor de Shakespeare e seus imitadores pois independentemente do seu vocabulário do passado, suas  obras abordam conflitos que ainda existem.
  • Sou contra a teledramaturgia que não cansa de Romeu e Julieta que no ficam felizes para sempre.
  • Sou a favor de Obras primas, ou não, que abordem temas atuais, ou não, que possua um vocabulário correspondente ao seu tempo, e que te faça pensar, ou não!

Merda pra nós.

Psicologicamente Interessante - Tchékhov

De todos os teóricos já estudados até o momento, a técnica elaborada por Michael Tchékhov foi a que mais gostei, por que ele me fez vivenciar a partir da minha própria imaginação...

Ele é psicologicamente mais interessante, seus exercícios experimentados em sala de aula, me fizeram chegar a essa conclusão, com a orientação da professora Fernanda Areias.
Iniciamos com alongamentos, estica, puxa e desperta a alma e o corpo (rsrsrs), em seguida ficamos em roda, e fomos orientados a fechar os olhos, e imaginar o sol em nosso interior, um sol que irradiasse energia para todo o corpo.
 - Eu achei incrível a sensação que surgiu no meu corpo, e pela facilidade com que  projetei o sol em minha mente, no entanto fui sentindo um desconforto cada vez maior, meu corpo ficou tenso, e quando deslocava-o de lugar a dificuldade a energia estava mais pesada.
Passei o sol por todo o meu corpo, mesmo com a dificuldade de transferi-lo de um lugar para o outro, do peito aos pés, dos pés a cabeça, o meus movimentos estavam todos pesados.
A energia que brotava nos pés, me faziam andar lentamente e pesada,
O sol no peito, me fazia forte e corajosa, quando me veio a mente a personagem que escolhi para a cena final da disciplina, Minha personagem será a Catarina de "A Megera Domada".

Em seguida a professora orientou que no lugar do sol, imaginássemos um cubo de gelo..
 - O gelo no meu peito derretia rápido e a água tomava conta do meu corpo, por instantes imaginei que estava em uma cachoeira, de água muito fria, a sensação de alivio, frescor, limpeza, foi imedito, passar o cubo de gelo, pela nuca, cabeça, nos pés era fácil, sua energia comparada ao sol é leve
A energia do gelo que brotava do pé, me fizeram querer voar, deslizar, meu andar fluía naturalmente, e o corpo seguia um ritmo constante.
O gelo no peito me remeteu a alegria, felicidade e satisfação.
O gelo na cabeça me passou a falsa sensação de sabedoria.

Bom! Como deu pra perceber, pirei e pirei muito com o psicologicamente interessante Tchékhov, com o seu processo de imaginar e criar sensações, muito me ajudou para a criação do personagem Catarina, usando referências visuais(imagens criativas) e sensações a partir da minha imaginação.


O Personagem a partir da prática.
A professora pediu que escolhêssemos um pequeno fragmento do texto do nosso personagem e que as representássemos a partir dos exercícios de Tchékhov.

Sol, peito, Catarina, eu, texto e decorar não é comigo, preciso urgentemente de uma técnica para decorar facilmente um texto de três linhas. rsrsrs
Tchékhov e Catarina:
O sol do peito pra baixo, e gelo do pescoço pra cima, a cena que eu planejei, eu gostaria dela parada por causa da sensação de peso que o sol passa no meu corpo, arrumei o seguinte texto.

Catarina - Penso Senhor que devo ter licença para falar, conforme vou fazê-lo. Não sou nenhuma criança: muita gente melhor que vós já ouvistes o que eu dizia. Se não vos agradar, tapai o ouvido. Mas expressão terei de dar com a língua a quanto o coração me traz opresso, para que ao cabo ele a estourar não venha. Antes que isso aconteça, liberdade completa quer ter para expandir-me.

Como eu não decorei este pequeno fragmento, a cena não saiu tão legal, no entanto em relação a energia, imaginação e sensação definida por Tchékhov, eu consegui sentir, e ter consciência de que havia uma energia ali no peito e outra na cabeça, quero aprender a ter controle, pois aprendendo a usa-la de forma consciente darei verdade e personalidade as ações do meu personagem.
Merda pra nós.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Propostas Práticas de Meyerhold


Começou a ler, por favor vai até o final...rsrsrs... 
Hoje no blog Rayssa Interpreta, teremos: Duas atividade práticas propostas em sala de aula, práticas essas baseadas na biomecânica de Meyerhold.


A primeira prática: 
A professora nos pediu que criássemos ações, preocupando-se com o Otkaz...O QUEE??? VOCÊ NÃO SABE O QUE É OTKAZ? O SINAL DE RECUSA?
Meus dionisinhos calma, eu irei explicar pelo menos tentar, há uma citação de Béatrice Pico-Valiin em A arte do teatro: entre tradição e vanguarda Meyerhold e a cena contemporânea na página 43, explicando o que é o Otkaz.

"Otkaz("sinal de  recusa") [...] O Otkaz é a indicação plástica e dinamica de uma separação entre dois movimentos, o que se conclui e o que começa, um momento breve, em sentido contrário, opondo-se à direção geral da ação: é um recuo antes de avançar, uma flexão antes de levantar-se, um impulso da mão que se ergue antes de bater.





Primeiro exercício prático - Meyerhold

A Professora Fernanda indicava ações para que pudéssemos experimentar, maneiras diferentes de levantar, de pular, de correr, de andar, puxar e etc.

Todos os exercícios práticos são um desafio para a minha pessoa, pois sempre me saboto, pensando em fazer bonito, pensando em agradar ou até mesmo mostrar: "Olha como faço o certo", e me ferro pois as finalidades das práticas é se experimentar, aquele momento, acredito eu, serve pra saber como o meu corpo funciona e como faze-lo funcionar.

Mas enfim, lutei internamente e me experimentei, consegui criar várias sequências de ações, vou descreve-las espero que entendam. (vou elaborar uma maneira de coloca-los aqui)

1. De joelhos no chão, levante a perna de direita rapidamente e a esquerda lentamente e impulsione ir a frente, mas desista e volte.

2. Ande com um pé atras do outro, curvando uma perna e esticando a outra, e ande assim.

3. corpo tenso, levante o braço direito até a altura do ombro, dobre-o como se estivesse uma caixa ali, posicione a cabeça opostamente ao objeto e ande olhando de soslaio pra a caixa imaginária abaixo do braço.

4. posicione seus braços para frente como se estes fossem seus olhos, no entanto sempre que olhar para algum espaço que deseja ir, os seus braços posicionam-se para o lado contrario.

Segundo exercício prático - Meyerhold

O nosso segundo exercício deviamos usar os métodos até então assimilados sobre Meyerhold e criar as cenas descritas no resumo de Hamlet dramaturgia de Skakespeare, a professora dividiu a turma em 6 grupos de 3 e/ou 4 pessoas, e cada uma ficou com uma, parte ou paragrafo do resumo.

Hamlet Resumo
Um fantasma começa a assombrar os arredores do castelo de Elsinore, na Dinamarca. Sua aparência lembrava muito a do recentemente falecido Rei Hamlet, que tinha sido morto poucos meses antes. O sentinela que avistou o fantasma pela primeira vez, chama Horacio, amigo do Príncipe Hamlet (filho do falecido rei Hamlet), para que também veja. Horacio decide que é melhor chamar o príncipe Hamlet para ver também. O fantasma do Rei diz a Hamlet que foi assassinado pelo próprio irmão, Claudius, e pede a seu filho que vingue sua morte. Claudius é o atual rei, tendo conseguido o posto ao casar com a viúva do Rei Hamlet, Gertrude.

Hamlet está determinado a vingar o pai, entretanto, acaba engajado em dúvidas filosóficas e morais, aparentando estar louco. Sua mãe, a Rainha, e seu padrasto Rei Claudius enviam dois amigos de Hamlet para averiguar o que estaria acontecendo ao jovem.

Hamlet já estava interessado em Ophelia, filha de Polônio braço direito do atual Rei. Polônio suspeita que Hamlet está louco por causa de um amor mal-resolvido com sua filha. O rei e seu agregado espiam uma conversa entre o casal, mas é Hamlet quem maltrata a garota.

Uma companhia de teatro chega no castelo, e Hamlet decide usar os atores de maneira a descobrir se Claudius é realmente culpado da morte do pai. O jovem manda os atores encenarem uma peça criada por ele que retrata o assassinato em questão, da forma como o fantasma do pai lhe contara. Como previsto por Hamlet, na hora em que o crime é cometido na peça de teatro, o Rei levanta-se e sai. O jovem vai atrás dele, pronto para matá-lo, mas recua quando vê o Rei rezando. Decide matá-lo mais tarde. O Rei Claudius decide que Hamlet é um problema e pretende mandá-lo à Inglaterra.

Logo depois, Hamlet e sua mãe conversam no quarto dela. O jovem a condena a deslealdade para com seu pai, enquanto Polônio ouvia a tudo, escondido atrás das cortinas. O jovem ouve um barulho e aniquila Polônio, pensando que este era o Rei. A morte de Polónio chegou aos ouvidos de Claudius, e este, indignado com o sucedido, decide mandar o príncipe para Inglaterra.

Depois de partir, o barco foi atacado por um navio de piratas. Hamlet ofereceu dez mil coroas para os piratas o levarem de volta a Elsinor, assim consegue voltar.
Rejeitada por Hamlet e tendo perdido seu pai, Ophelia enlouquece. O irmão dela, Laertes, volta da França para vingar a morte de seu pai, encorajado pelo Rei, e de sua irmã, que suicidou-se. Este organiza um duelo de esgrima entre os dois. Entretanto, é uma armadilha para Hamlet: a espada de Laertes tem veneno na ponta. Caso Hamlet vença o duelo, o Rei brindará com veneno no vinho do jovem. Durante o funeral de Ophelia, Hamlet demonstra tristeza e arrependimento.

Hamlet começa o duelo vencendo. Para comemorar, a Rainha bebe o copo com veneno. Ao mesmo tempo, Laerte fere Hamlet com o florete (arma utilizada na esgrima) envenenado. Depois, eles acabam acidentalmente trocando as armas e Hamlet fere Laertes também com o veneno. Quando o jovem percebe tudo, obriga o Rei a beber da taça envenenada. Por fim, Laerte absolve Hamlet da culpa da morte de Polônio. Os três homens morrem um após o outro.
Grupo: Rayssa Carvalho(eu), Priscila Cardoso e Marcelo Vale.
Trecho do resumo: 
O fantasma do Rei diz a Hamlet que foi assassinado pelo próprio irmão, Claudius, e pede a seu filho que vingue sua morte. .
Hamlet está determinado a vingar o pai, entretanto, acaba engajado em dúvidas filosóficas e morais, aparentando estar louco. 
Hamlet já estava interessado em Ophelia, filha de Polônio braço direito do atual Rei. Polônio suspeita que Hamlet está louco por causa de um amor mal-resolvido com sua filha. O rei e seu agregado espiam uma conversa entre o casal, mas é Hamlet é quem maltrata a garota.
Uma companhia de teatro chega no castelo, e Hamlet decide usar os atores de maneira a descobrir se Claudius é realmente culpado da morte do pai. O jovem manda os atores encenarem uma peça criada por ele que retrata o assassinato em questão, da forma como o fantasma do pai lhe contara. Como previsto por Hamlet, na hora em que o crime é cometido na peça de teatro, o Rei levanta-se e sai. O jovem vai atrás dele, pronto para matá-lo, mas recua quando vê o Rei rezando. Decide matá-lo mais tarde. O Rei Claudius decide que Hamlet é um problema e pretende mandá-lo à Inglaterra.


Destacamos as ações do resumo, e as organizamos, para separar as cenas umas das outras, a cada fim de cena nos posicionávamos os três juntos nos fim do palco e de costa para a platéia, e assim dávamos inicio a outra cena, ensaiamos, desenhamos a cena, os movimentos, todo tempo preocupados com o otkaz, e em transmitir e perceber a imagem da cena.

Essa postagem ainda será atualizada, pois estou editando os vídeos dos exercícios, para que ajude na melhor compreensão do que foi produzido em sala de aula.

Encontrei esse vídeo bem semelhante a prática no exercício 2. Até Breve!!!

Obs: quando começa a tocar a música eles executam o dactilo, que é a preparação para o exercício, o dactilo é movimento rápido ascendente e descendente e em seguida a dupla batida brusca das mãos.


<3 Beijo no olho :*

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O bom aluno não é o que concorda com o mestre. O bom aluno é o que desafia o próprio mestre.

O Equilibrio de um Funâmbulo

Ola Monstrinhos, Você que estuda teatro, deve saber que um ator só se tornará um bom ator depois de ter estudado bastante tempo e com muita atenção tudo a respeito do teatro, e isso é certo porque a cada Teórico que vou conhecendo, algumas dúvidas vão sendo respondidas e outras vão surgindo, de uma coisa eu tenho certeza a cada aula eu não sou mais a mesma, em todos os sentidos, mesmo que eu não va ser uma atriz, ter conhecimento será fundamental
para minha formação como Arte-Educadora.


Lembraças..



Sabe quando você esta ensaiando uma peça para apresentar na escola, e você entra em um consenso entre os amigos, de como fulano deve usar o corpo, tudo muito amador... lembro-me quando na escola meus amigos não queriam fazer o anjo Gabriel que anunciava a Maria que estava grávida, eu resolviii fazer (interpreta-lo), no ensaio a primeira coisa que eu pensava era... como fazer um anjo?? E tudo que me vinha na memória era aqueles filmes que possuem anjos, mas o pior não era isso, o pior foi montar a cena no altar de uma igreja, pra toda uma escola, que o povo pode até não saber fazer, mais sabe vaiar... 

Quando entrei em cena falando o texto em direção de Jessica( que era Maria), e ela se ajoelhou e fez cara de assustada, parei de andar e levei as mãos para o alto e as coloquei sobre sua cabeça... neste exato momento impulsos, faziam com que outros impulsos fossem realizados
Mal sabia eu que aquele movimento de levantar as mãos para o alto antes de coloca-las sobre a sua cabeça, é o Otkaz. de Meyerhold.


Então na aula hoje, todos chegamos com a coletânea - A Arte do teatro: entre Tradição e Vanguarda Meyerhold e a cena contemporânea de Béatrice Picon- Vallin, na ponta do cérebro enquanto outros nem sabiam quem era Meyerhold.






Corpo, movimento, estética e pensamento.

Penso que  Meyerhold não estava preocupado com o que o ator iria sentir, sua preocupação era com o desenho da cena, e que o ator deveria ter conhecimento, deveria possuir uma bagagem cultural para usa-la como referência para seu trabalho.


Meyerhold é influenciado por sua época, pois a estética do construtivismo e seus temas  são ligados a revolução industrial, e a favor do Regime Comunista, onde um tempo depois ele se pôs contra ao regime, o que resultou em sua morte e da sua esposa, mas Meyerhold em vida  encontrou na Biomecânica, um corpo para o ator, um corpo que fala, que pensa e que age em cena, compositor de si mesmo.
  • O Ator Meyerholdiano decupa a partitura gestual de uma ação, como Pavlov fez com o reflexo, em intenção/ação/reação(...) O movimento cênico é precedido de uma intenção ou responde a uma tarefa que o corpo do ator deve estar preparado para realizar.
  • O Ator Meyerholdiano é um ser duplo - ao mesmo tempo organizador e material organizador, princípio ativo e princípio passivo, portador, ao mesmo tempo, de um personagem contemporâneo e de uma mascara teatral tradicional.
  • Pensamentos por imagens, treinar/ensaiar, repetir e repetir, e principalmente criar.
  • A Biomecânica é racional[...]O ator deve ter consciência de si mesmo no espaço.

O não de Meyerhold...

  • Não ao ator gramofone.
  • Não ao texto e ao autor, estes para ele não são mais essenciais, pois o ator é capaz de construir sua própria dramaturgia,chamada de dramaturgia corporal.
Os Treinamentos nos leva a execução correta dos movimentos


Por fim deixo esse pensamento de Confissões de um Ator.


“Corpo de circunferência em percepção; da sequência de movimentos, via interprete; do movimento em intenção, equilíbrio e execução; do juízo das faculdades mentais em espaço de si e arquitetura cênica; organização técnica e não dúvida; hesitação de ação tensa não combina; calma e equilíbrio; moderação de mudança de movimento ao outro sem desequilíbrio; controle temperamental; reserva de equilíbrio convincente em poses; consciência de movimentos e de mudanças; gesto resultado duma intenção exibível e de reserva de todo o corporal; excitação proveniente de trabalho e treino corporal do intérprete; ator compositor de si; um corpo saudável; inquietude na plateia; ator não solista; meia- mola em cada movimento preciso do executante; efemeridade artística; “retenção” de movimentos em nome da economia; gestos nunca inacabados; fugir do infortúnio; cuidado no temperamento inicial do trabalho; não superficial demanda excitabilidade; meticulosidade na voz e atuação quando não se busca de novo; primeiro lugar controle corporal em sintonia com sua reserva de composição; por fim, a música em precisão com cenas e movimentos e atenção, tenacidade, acordo são sinônimos de concentração física; além é claro de, corpo de intérprete em função da máquina impulsionada pelo corpo maquinário”.


É preciso fazer sentido tudo isso e, cada vez mais, os desdobramentos teatrais na técnica do ator se confrontam em cena, outrora se repetem enfim A arte do teatro: entre tradição e vanguarda. Meyerhold e a cena contemporânea possui as propostas de cenas, elaboradas por Meyerhold em suas aulas e espetáculos, inspirando a pesquisadora Béatrice Picon-Vallin .

Leia e estude Meyerhold e sua Biomecânica. E responda:





  1. O que é o Ator segundo Meyerhold?  
  2. Assim como o boneco que nada sente mas consegue transmitir um sentimento, porque para o ator é tão difícil se livras das emoções?
  3. Como o treinamento biomecânico representa para o ator o mesmo que o treinamento para o músico?
  4. O boneco manipulado se bem trabalhado pode passar mais emoção que o próprio ator?
  5. Porque o senso de equilíbrio igual a do funâmbulo é tão necessário ao ator?
  6. Porque é tão necessário racionalizar as ações?
  7. Quando o artista é bom ator?

Beijo no olho :*

Primeiro Ato

Oi povo do teatro! Tudo bem? Espero que sim! Então galera, hoje ocorreu as apresentações da cenas, que brotaram do processo de observação no reviver, e que equivalem a uma parte da nota da nossa primeira avaliação, a outra metade é a nota do Artigo Cientifico.

O primeira cena foi do Aluno Felipe Correa .




O Mendigo como morto, Felipe após a conclusão da cena, falou que durante o processo de observação o que lhe chamou atenção foram as pessoas que estavam as margens, no caso os mendigos e/ou moradores de rua que encontravam-se em grande números nas ruas do reviver.

A segunda Cena foi da Aluna Carol Simões.


A primeira parte do vídeo você encontra no Blog da Carol Simões e a segunda parte estar aqui.


- Uma Julieta contemporânea  na cena da Carol identifiquei temas como a insegurança feminina, e contrastes nos movimentos, no começo calma( como as pessoas quando chegam no reviver) e depois a correria e pressa, no fim da cena retratando algumas pessoas que provavelmente estariam indo para o serviço, no reviver!

A Terceira cena foi da Aluna Priscila Cardoso



Texto de Raul Brandão( adaptado por ela), o texto aborda a rotina, falando basicamente que não se espera nada de novo, é sempre a mesma coisa, retratando a vida das pessoas que foram observadas por ela no nosso laboratório, no revivs.

A quarta cena, Aluna Viviane Rocha.




O que vi da cena da Vivi(rsrsr só pra rimar), acredito que ela se baseou nas ações físicas das pessoas, que estavam no dia da observação, não vi cena , mas uma sequência de ações! e o cara empurrando o carrinho foi o que mais gostei...

A quinta cena, Aluna Nanda de Oliveira.


Texto: O Paradoxo do Homem Contemporâneo.
Ela se baseou da diferença de ritmos das pessoas no reviver umas na correria de todo dia e outras tranquilas em seu ambiente familiar contrastes estes que ela connseguiu, particulamente transpor na sua cena (e  que eu adorei),ela afirmou que sua cena foi baseada total em ações físicas.

A sexta cena, Aluna Erika com K( rsrsr) Erika Vanessa.



Erika apos a cena falou que no processo de observação, o que chamou sua atenção, foi as divergências de ritmos entre as pessoas, que iam e viam, os vendedores ambulantes, o dia estava nublado e já havia chuviscado, várioas fatores contribuiram para a construção da sua cena.
O que vi da cena da Erika com K, Uma mulher acorda muito cedo, pra ir trabalhar, enfrentar engarrafamento, montar barraquinha pra vender café, e fica triste porque a venda hoje seria fraca por causa da chuva.

A sétima cena, Aluno Max Coelho



O Max inovou (pelo menos tentou), pediu que fizéssemos uma roda, onde um ficasse de costa para o outro, em seguida sentou no meio da roda e pronunciou: - Tentem Imaginar
A proposta foi bem legal, mas não funcionou pois o Max estava lendo, se tivesse decorado o texto inteiro a cena poderia ter funcionado.

A oitava cena, Marcelo Vale.



Porque a ideia da mascara? - Porque o as pessoas distinguem os garis por sua roupa, e não há como definir um rosto para eles, quem são os garis? Pessoas que as vezes esbarramos no nosso dia a dia, mas que não vos reconhecemos a sua face, pois muitos não costumam reparar nisso :/! E por que uma das primeiras aulas de interpretação ela trabalhou uma dinâmica com mascaras.

Ele afirma que usou a memoria emotiva das experiencias profissionais que já teve, e da desvalorização do trabalho executado pelo profissional.

A nona cena, Aluna Fátima



Ela afirma, que quando estava no reviver o que mais lhe chamou atenção foi um jovem que procurava algo no chão, e que este passou horas e horas procurando algo, e ela intrigada com aquilo resolveu pergunta o que tanto ele procurava e este respondeu que um mini cartão de memoria.
Durante a cena, ela ficava falando "Bip Bip" e falando coisa com coisa e Max Coelho perguntou o que era esse bip bip, e ela respondeu que era os sons do carros.
E James perguntou o porque de intercalar as posições da platéia, e ela lhe respondeu que o vago entre um e outro representava as ruas.

A Decima Cena, Aluno Raimundo Correa.



Ele fez um gari improvisado.

Precisamos ter cuidado com o que vamos apresentar!


Por fim o que eu fiz?.
Primeiro, apos terminar meu artigo, fiquei sabendo que deveria colocar uma dramaturgia, no entanto não havia preparado nada, e nem pensado em texto, desejei fazer um pequeno monologo, e nos acréscimos do fim do segundo tempo eu coloquei um texto que não tinha nada haver com o meu processo de observação. Eu achava que a dramaturgia era obrigatória e coloquei a primeira que vi na frente, mas enfim acabei que desistindo de apresentar e agora terei que fazer reposição! : p

Beijo no Olho :*